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sábado, 23 de novembro de 2013

Story of My Life #Capitulo 40 "O ultimo Adeus" *Fim*

 

                #Pov (S/n)#

      -Ele parece com o papai... – disse Madu sorrindo, e se envergando mais na posição do bebê no meu colo.
     -Vai se machucar, filha... – murmurei pra ela, e ela negou, ainda olhando pro bebê. Olhei em volta, e vi o que estava acontecendo ali.
Eu, com o bebê que rebatizamos de “Erick", no colo, enrolado numa mantinha azul. Ele era super pequenininho apesar de ter nascido de nove meses e uns tantos. Madu encima da maca, bem ao meu lado de joelhos na minha direção usando Maria Chiquinha no cabelo loiro cumpridinho e um vestido rosa de babados. Thomas no colo de Zayn meio ciumento, usando uma camisa azul e um jeans. Os cabelos lisos jogados para trás e os olhos meios tristes olhando pro bebê. Zayn os vestira e fizera até que um bom trabalho.
     Zayn feito um idiota olhando pra nós. Éramos a personificação da felicidade! Madu toda contentinha... Todos contentes apesar do ciúme de Thomas. Tudo bem... Exceto por algo...
Tabatta se manteve quieta o tempo todo, ficou sentada no sofá da sala olhando só pra TV depois de dar uma espiadinha no novo irmãozinho. Apenas deu um sorriso, e foi se sentar.
     -Vai cair encima do bebê... – Madu deu um grito quando Zayn a puxou com o outro braço e segurou os gêmeos no colo. Desandou a rir.
    -É que ele é muito fofo... – falou docemente – né Tom?
    -É... Boitinho – suspirou – ele não vai fica no meu berço, né pai?
    -Não, não... –Zayn riu – vai ter o dele, garotão.
    -Deve ter feito muuuuuuuuito dodói, né mamãe? Como ele xaiu? – a pergunta dela deixou Zayn meio afoito.
    -Acho que isso não é problema de uma menina de três anos – ela o olhou, e colocou a mão no rosto dele – Ok, hora de gêmeos e Tabatta irem pra casa! – ele piscou pra mim.
    -NÃO, NÃO! -Os gêmeos responderam juntos em tom de tristeza.
   -Quero fica com a mamãe! –Madu resmungou.
    -Não temos que ir e... – de repente, opinião diferente - Ok... – foi impressão minha ou os olhos dele se desviram para Tabatta? – vou comprar alguma coisa lá embaixo, e você vai ficar cuidando da mamãe e do Erick, Ok? – os gêmeos assentiram, e Zayn os largou ao meu lado. Thomas agarrou parte do meu braço, e Madu ficou fazendo careta pro bebê.
    -O que você vai comprar? – perguntei, desconfiada.
    -Umas coisas... – e se aproximou pra me beijar, depois, deu um pequeno beijinho na testa de Erick, e um tapa leve na cabeça de cada um dos gêmeos. Eles riram – Tabatta vamos com o papai?
     Ela ficou de pé, e os dois saíram.
      Fiquei entretendo as crianças, enquanto elas brincavam com o novo irmão.

                 #Pov Zayn#

     -O que é que está acontecendo? – Talvez fosse o momento de ter uma conversa pai e filha com Tabatta. Ela não estava mesmo bem...
    -O que está acontecendo? – ela me olhou do outro lado da mesa da cafeteria, com as mãos agarradas a um copo e o corpo todo rígido – está acontecendo que acho que aqui não é mais meu lugar...
    -Como? – questionei – Tabatta, por favor... Você não vai ouvir o que a Kelly disse, não passam de mentiras e...
    -Não é por isso! – resmungou – acho que você e a (S/n) devem me mandar de volta pra Europa.
    Fiquei quieto por uns segundos. Talvez eu tivesse entendido errado... Talvez ela devesse estar querendo ficar longe, e não pensando que queremos ficar longe dela.
    -Por quê?
   -Por quê? – sorriu de canto, irônica – pai, você e a (S/n) são jovens... Não sei se já parou pra contar, mais têm três filhos de vocês e dois adotados. No total de cinco. – ela riu.
   -Conta correta, cálculo errado. – interrompi – três meu de da Bella, uma minha, e um adotado. – Tabatta mexeu no cabelo, e riu – Eu não quero te mandar pra Europa, mais se você quiser ir...
   -Pai, vocês não vão dar conta! – suspirou – Maria Eduarda e Thomas são piradinhos. Completamente malucos e bagunceiros... Eu, você e a Bella não damos conta juntos... – e riu novamente – O Miguel... Bom, ele parece ser comportado, mais sabe como é criança, né? E além disso... Ele e adotado! Vai precisar de cuidados e carinho. – ela se travou – e agora... Com o Erick... Bom, a (S/n) vai precisar ficar atrás dele vinte e quatro horas por dia.
    -Está querendo dizer que não vamos ter tempo de cuidar de você?
    -Não, papai, quero dizer que já estou criada. – respondeu meio envergonhada – eu posso ir, e evitar uma preocupação pra vocês. Eu estou aqui desde o começo da história de vocês e bem... Acho que eu posso evitar isso. Mais preocupação – abaixou o olhar. – concorda?
    -Mas é claro que não! – explodi em nervoso – Tabatta, você é minha filha, e fica onde eu fico. – falei meio severo – (S/n) e eu fizemos tudo conscientes de nossos atos. Já contamos, sabemos que cinco é um numero alto, mas é isso que vamos fazer! Nos programamos para cinco filhos, não quatro. Contamos com Tabatta, Maria, Tom, Miguel e Erick. Você veio primeiro, foi a nossa primeira filha... A história não iria ser a mesma sem você... Como você falou, você esteve sempre aqui... – peguei a mão dela entre as minhas. – eu e a (S/n) amamos você. Assim como os seus irmãos também te amam. Você é minha filha, esqueceu?
Tabatta sorriu de canto, e ficou de pé dando a volta e sentando-se no meu colo, me abraçando pelo pescoço.
     -Eu te amo muito, papai... Obrigado.
    -Obrigado pelo quê? – eu ri, lhe beijando o rosto.
     -Por seu o meu pai, horas... – deu de ombros.
Talvez aquela fosse à hora... A hora de dizer sobre o que eu tinha descoberto.
    -Tabatta... – suspirei – já que estamos juntos e sozinhos... Queria te dizer uma coisa sobre... Aquela que foi sua mãe biológica. – olhei nos olhos dela, e ela me questionava.

    -O que é? – perguntou curiosa. – ela fugiu da cadeia?
    -Não amor... – busquei pensar em algo bonito pra dizer, mais... Foi na lata – a Kelly se... Suicidou ontem de noite no presídio.
    -O que? – ficou de pé, com as mãos na boca – sério? – assenti – Ai meu Deus... E... Como você ficou sabendo? Como foi, pai?
    -Encontraram-na na cela com um pedaço de vidro. Ela enfiou no próprio coração – expliquei – me ligaram faz duas horas, e bem... Eu não ia contar, mais talvez seja o momento – ela parecia tensa – você quer ir ao enterro?
    -Não sei... – ainda tensa – você me leva?
    -Sim. Vou levar você, o Miguel e a (S/n).
    -A (S/n)? – perguntou surpresa.
    -Sim... Ela vai poder sair hoje de cadeiras de roda. Explicamos a situação aos médicos. Os gêmeos vão ficar na vovó, e o Erick aqui o hospital por um tempinho, até receber alta.
    -Mas porque ela quer ir? – agora ela parecia mais descontraída.
    -Ué, pra ter certeza que a Kelly está morta! – e dei de ombros. Tabatta me deu um tapa – Desculpa, desculpa...

               #Pov (S/n)#

      No caixão ela parecia inofensiva. Uma pobre mulher morta. Há... Se fosse qualquer outra pessoa que não tivesse passado por algum tipo de sofrimento e dor nas mãos dela, talvez eu me sentisse com pena.
Tabatta e Miguel estavam na beira de caixão com Zayn. Eu estava a uns passos atrás, me enjoando com o cheiro de flores, e doida pra ir embora ficar em fim, na paz.
     Nunca desejei a morte de ninguém, nem mesmo a dela. Por mim ela viveria e sofreria tudo o que me fez de mal na cadeia, até que definhasse. Mas confesso que isso me trazia uma segurança intensa, cheia de promessas pro futuro prospero e sem medo.
Nada de lagrimas ali, nem mesmo a dos filhos. Miguel veio pro meu lado e entrelaçou a mão na minha.
    -Eu nem sei quem ela é... – disse meio triste, mais indiferente – e nem quero saber. Só peço pra ir pro céu, né? – e me olhou sorrindo.
    -Ah meu amor, pra isso daí não tem salvação não... Nem se você que é um perfeito anjinho rezar muito por ela! – e ri. Ele também.
   -Ela era mesmo a minha mãe? – perguntou olhando pro caixão onde Kelly descansava em paz eternamente me deixando em paz.
   -Era... – murmurei – agora sou eu, que tal? – sorri, e ele se abraçou a mim.
    -Você é muito boa pra mim, (S/n)... – falou sorrindo – eu já adoro muitão você e o Zayn.
    -Não, você já adora muito o papai e a mamãe. – dei um beijo no seu rosto, e ele sorriu assentindo. Zayn e Tabatta vieram para o nosso lado. – podemos ir? – perguntei esperançosa – quero ficar com os meus filhos longe disso...
    -Claro... – respondeu nada abalado, talvez tão bem quanto eu – quer ver mais uma vez, Tab?
Ela negou calada, e nesse clima voltamos pro carro. Levamos Miguel de volta pro orfanato, pois ele só poderia vir conosco dali a três dias permanentemente. Cheguei a casa, e vi tudo vazio... Os gêmeos estavam na minha mãe, e Tabatta se trancafiou no quarto.
     -É impressão ou ela está mal? – perguntei quando Zayn me colocou na cama do nosso quarto, e tirou a gravata do terno preto de luto.
    -A mulher que deu a vida a ela acabou de morrer... – disse normalmente, pendurando o terno no cabide do closet – ela deveria estar bem, mesmo que aquela mulher fosse uma víbora?
     -Desculpa...Eu perguntei sem pensar – dei de ombro, e estiquei a mão pra ele, chamando-o. Ele veio na minha direção com a camisa desabotoada no peito, e um sorriso bonito e tranquilo. Me abraçou sentado na beira da cama, e beijou minha testa docemente – agora tudo está bem, certo?
    Toquei o rosto dele em busca de algo que pudesse provar que aquilo era tão bom.
    -Esta tudo ótimo! – sorriu, me beijando – acho que agora finalmente, voltamos à linha reta do nosso casamento.
    -Depois de tantas coisas... – revirei os olhos - você se arrepende de algo?
    -Jamais! -Ele sorriu me beijando ternamente...
    Finalmente... Meu mundo perfeito agora está completamente perfeito.

    Acho que depois de tudo, as brigas no começo, minhas magoas, minhas dores e machucados incuraveis, minha primeira filha, que, mesmo não sendo minha, foi capaz de ajudar a curar minhas fraquezas, a minha Tabatta, para sempre minha filha.
    Meus gemêos, a luta pela felicidade, a verdadeira e plena paz que por anos foi tirada da minha família por alguém quase que sem coração, meu novo futuro filho Miguel, e meu filho Erick, que quase foi prejudicado quando eu tentei de todas as formas salvar a Madu.
    E agora...Tudo acabou... Finalmente a paz reina em minha casa, com todos juntos, menos o Miguel, mas logo logo ele estara conosco.
    -(S/n)? -Zayn me chamou vendo que eu estava em outro mundo... O olhei e ele estava sorrindo. -E você? Se arrepende de algo?
    -Não... Sabe por que? -Ele sorriu negando com a cabeça. -Porque em tudo o que aconteceu, você estava aqui para me apoiar... E se algo futuramente vier acontecer, eu tenho a certeza de que você vai estar comigo, e ao lado de você e de nossos cinco filhos, eu sempre terei forças para viver feliz...
    -Eu te amo (S/n)... -Disse e me selou.
    -Eu também te amo Zayn...
 
               _____________________Fim________________________     

5 comentários:

  1. Olá meu nome é Raissa e devo lhe falar que essa foi uma das melhores fanfics que eu já li ... pra vc ter uma idéia eu li ela toda em dois dias, rsrsrs, amei o jeito como você tratou as formas de direntes pontos de vista. O estupro, a primeira vez, quando eles se conheceram no Starbucks, tudo foi simplismente perfeito.
    Parabéns você é uma ótima escritora.
    Bjs amei essa fic.

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  2. Essa fanfic foi simplesmente perfeita parabéns a você que escreveu.

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  3. O que posso dizer sem ser hipócrita? Simplesmente que eu amei essa Fic,melhor Fic com o Zayn que eu já vi,mas o que me fez z ficar confusa foi: pq na história o Zaz tinha olhos verdes? Tinha q diferenciar? Ou foi só uma perspectiva errada de minha pessoa? Mesmo assim eu amei!! Xx ~L

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  4. Essa fic ficou perfeita msm com o zayn fora da banda ainda amo ele e essa fic trouxe de volta o q eu n sentia a muito tempo por ele . Obrigada !

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